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Alquimia - Introdução (1/6)

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Enviado por rwdl em qua, 2001-05-02 15:00

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O termo “Alquimia” sempre foi utilizado para descrever praticas químicas, médicas, psicológicas e místicas do Egito, China, Europa e qualquer outra parte onde o caminho para a transformação (ou transmutação) e para a realização na qual todos os opostos - masculino e feminino; céu e terra; divino e humano; o todo e parte dele; o invisível e o visível; corpo, coração, mente e espírito - são reconciliados, integrados e tornados unos e perfeitos. Este conceito universal tem sido utilizado por químicos, magos, yogis, metafísicos, filósofos, médicos e terapeutas de muitas culturas durante séculos,  mas os princípios  fundamentais são os mesmos que aqueles que guiaram a evolução e desenvolvimento do universo e da vida. A principal máxima hermética “Assim como em cima é embaixo, Assim como abaixo é acima”, revela que o que pudemos aprender sobre o mundo atômico nos ensina sobre o sistema solar, e o que vemos nos processos da natureza revela o modelo de nosso próprio   desenvolvimento.

A medicina alquímica é a aplicação desses princípios na relação médico-paciente. A arte da alquimia médica é minar a existência grosseira do tédio, da alienação, da tristeza, do egoísmo, da dor, do dogma  e da  limitação, para refiná-los através do desenvolvimento de novas atitudes, atividades e hábitos, a fim de temperá-los na fornalha de nossas mais duras experiências, e assim, transmutar nossa vida   diária num  trabalho glorioso da arte, completado por compaixão, força, graça e desejo de sabedoria.

A alquimia é um assunto de muitas faces. Ela pode ser vista como um tipo de proto-química dominada pelo desejo de se fazer ouro a partir de metais mais básicos, ou preparar um elixir, o qual iria prolongar a vida. Esta visão reducionista iria confinar a alquimia a ser apenas de interesse histórico. O grande alcance de diferentes idéias e perspectivas encontrados na literatura alquímica, em livros impressos e antigos  manuscritos, nos mostra que a alquimia, de diversas formas, guarda em seu âmago, filosofias e caminhos para encarar o mundo que ainda é relevante e importante para nós.

Adiante, serão apresentados apenas alguns poucos caminhos nos quais a alquimia pode ser vista e estudada:

  • Como ciência, a qual deu um novo impulso com relação ao preparo de novas substâncias e remédios;
  • Como uma fonte de simbolismo, no qual vários grupos de poderosos símbolos arquetípicos estão reunidos;
  • Provendo introspecções psicológicas, onde a estrutura arquetípica interna do pensamento e sentimento humanos, como uma exploração meditativa da alma humana, empreende jornadas místicas alegóricas;
  • Como um tipo de misticismo, no qual a transmutação alquímica é comparada com experiências místicas e ideais elevados;
  • Dando lugar a descobertas metafísicas, que num estranho caminho elabora comparações entre a alquimia e as investigações da física moderna.

 

Referência:

“The Alchemical web site and virtual library” (www.levity.com/alchemy/)

Adaptado e traduzido do inglês por
Ds. Richard WAN DECK ET LIÈVRE, i.p.s.
Mestre Pontifical do Templo

 

Nota: Os termos templários deste comunicado foram atualizados segundo as práticas correntes da Ordem em Janeiro de 2017.